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O
sertão do Ceará é vasto e rico pelo povo que ali habita.
Sua religiosidade e sua penúria pelo castigo
das muitas secas que, de tão castigantes, foram palco
de muitos livros e filmes. Uma das obras mais importantes
sobre a seca no sertão cearense é "O Quinze"
da escritora cearense Raquel de Queiros. Na música
encontramos "A Triste Partida" do poeta
cearense Patativa do Assaré grande sucesso com
Luiz Gonzaga.
Nas épocas
de seca é comum o êxodo rural (veja a figura ao lado).
Familias inteiras mudam-se para as cidades a procura
de trabalho, pois no sertão quando da estiagem na época
de inverno nada se tira: a plantação é perdida e o gado
e outros animais morrem pela falta da água. Uma das
grandes secas ocorridas no ceará destaca-se a de 1915
(que gerou o livro citado acima) quando muita gente
morreu de fome e desnutrição. Grande foi o sofrimento
do sertanejo naquele ano.
A região
sertaneja, que representa 57% do território cearense,
corresponde à área em que as médias pluviométricas
situam-se entre 500 e 700 mm.
O período seco tem duração
de até 8 meses e a temperatura máxima registrada situa-se
entre 32 e 33º C, caindo para 23ºC durante
a noite. Por causa da baixa umidade (inferior a 70%),
a sensação de calor é maior do que no litoral.
Assim
como no litoral existe a figura do "Jangadeiro",
no sertão existe a figura típica do "Vaqueiro".
Vestido com a sua roupa de couro para se proteger do
mato quando da corrida atrás do boi pelas caatingas,
ele é o patrimônio vivo dos sertões cearenses.
A religiosidade
do Vaqueiro é explícita quando das festividades de Padre
Cícero Romão Batista (Padim Ciço) que ocorrem
todos os anos na cidade de Juazeiro do Norte. Padre
Cícero foi a grande figura, tanto religiosa quanto política,
de Juazeiro do Norte. Os Vaqueiros costumam fazer uma
procissão da zona rural até a igreja onde está enterrado
Padre Cícero.
Como turismo,
o sertão cearense é rico em trilhas e zonas de ecoturismos.
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